sexta-feira, 5 de março de 2021

AS DUAS FACES DE UMA ETNIA (UMA ETNIA É ADAPTÁVEL AO MEIO?)

Na infância e adolescência eu estive presente na construção de uma cidade (São José do Rio Preto - SP), ocasião em que percebi que os imigrantes portugueses destacavam por serem proprietários de comércios (principalmente padarias) e trabalhavam os 7 dias da semana sem tirarem férias, além de permanecerem todos os dias até a meia noite após terem iniciados as confecções de pães em torno das 4 horas, com os finais de semana em 24 horas. Eu fui de uma família em um comércio destes (bar e secos e molhados) e que fez parte de uma sociedade na construção de um Grande Hospital  (BENEFICÊNCIA PORTUGUESA). Assistindo a tudo de perto cheguei a pensar que três pilares sustentavam a ETNIA PORTUGUESA: TRABALHO, FAMÍLIA E SAÚDE.

Já adulto formado engenheiro fui ajudar na construção de um NOVO ESTADO (MS), como BRASILEIRO (condição que me foi presenteada pelo Regime Militar Brasileiro). Enquanto trabalhava na construção do novo estado assisti a criação de uma sociedade de imigrantes portugueses para a construção de um GRANDE CLUBE (ESTORIL) em Campo Grande, que ao ser concluído talvez chegou a ser o MAIOR CLUBE DO ESTADO, onde foram realizados os MAIORES CARNAVAIS. 

Refletindo sobre as minhas duas fases cheguei a pensar que uma etnia é facilmente ADAPTÁVEL AO MEIO onde se fixam...




terça-feira, 2 de março de 2021

OITO DE MARÇO É O MAIS BELO DIA DO CALENDÁRIO...



E foi no início de um mês de março, 1967 (em meus quatorze anos) que a vi pela primeira vez, apesar de sempre morarmos em torno de 200 metros, e alguma coisa aconteceu em meu interior que sua imagem virou uma obsessão para mim... mas minha grande timidez impediu alguma aproximação maior. No ano de 1968 fomos estudar em colégios diferentes.

E foi no início de um mês de março, 1969, que a vi novamente dentro de nossa nova sala de aula, eu desloquei-me para a escola dela, sem saber. Um dos meus colegas do ano anterior namorava uma colega dela, por esse motivo formamos um grupo de trabalho. E como morávamos perto nas saídas noturnas retornávamos juntos três rapazes que fomos colegas no ano anterior e três garotas (sendo uma irmã dela). Mesmo formando par com ela durante dois anos, mais uma vez minha timidez impediu qualquer declaração de minha parte. Chegando ao final de 1970 e vendo que iríamos no separar definitivamente fiquei apavorado e num momento de extrema coragem declarei-me, e o romance durou apenas 4 meses...

Após sete anos onde ela foi para Goiás com a família e depois voltou para São José do Rio Preto (SP), enquanto eu fui estudar cinco anos em Barretos e logo em seguida trabalhar e morar em Campo Grande (MS), em que sua imagem me perseguia mandei-lhe um Cartão de Aniversário (setembro de 1977)... E nosso amor se transformou em poesia...
A mulher que eu queria como companheira e não como a maioria se comporta (como sócia com divisão de despesas e encontros íntimos esporádicos) foi se revelando um KIT COMPLETO DE MULHER: amante, companheira, cozinheira, lavadeira, faxineira, costureira própria, manicure própria, etc. E sempre se mostrando excelente em tudo. Mesmo durante as tempestades violentas coincidindo com períodos em que eu passava até em torno de 30 dias fora, a trabalho ou estudos, no dia de sair de viagem encontrava minha mala impecavelmente  arrumada. 



NESTE INÍCIO DE MARÇO (2021) COMPLETOU 54 ANOS DE AMIZADE.
E DIA 22 DE ABRIL SERÁ BODAS DE 43 ANOS... 

domingo, 21 de fevereiro de 2021

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO (SP) NA GERAÇÃO DE FERRO

 Durante a construção de Rio Preto pela GERAÇÃO DE FERRO (anos 60) eu era criança e assistia com orgulho o trabalho de todos (INCLUINDO A CLASSE POLÍTICA) para fazer uma cidade de todos para todos. Com 12 anos fui obrigado a tirar a carteira de identidade emitida pelo JUIZADO DE MENORES para poder praticar minhas atividades de trabalho na área Central, que já a alguns anos desenvolvia na Vila Esplanada (rua São João x Campos Sales), minha primeira caixa de engraxar sapatos foi meu pai quem construiu, observando construí as demais, e para chegar até o centro carregava nas costas por uns 2 km. Chegando ao novo local (CENTRO) tive uma recepção comparável às dadas a prostitutas pelos supostos donos do ponto, com ameaças, que não me intimidaram. Até que sentado num banco da Praça Rui Barbosa um senhor sentou ao lado (seria meu anjo da guarda?) e começou a perguntar onde você mora? você estuda? Para no finalmente dizer: "VAI EMBORA DAQUI, ISSO AQUI NÃO É LUGAR PARA VOCÊ!". Refletindo o que ele disse e de ter ouvido que os engraxates do Centro CHEIRAVAM COLA (sem muito saber o significado), resolvi voltar a ficar só na Vila Esplanada.



Era um período em que as colônias de imigrantes se associavam para construir hospitais. onde meu pai foi um dos fundadores e que contribuiu para a construção do HOSPITAL DE BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE RIO PRETO.


Casava meus horários de trabalho com minhas caminhadas diárias de mais de 2 km - na ida e volta = 4 km, e em dias de educação física, 8 km - para chegar em minha escola “Alberto Andaló”. No ano de 1966 (13 anos de idade) foi no período noturno, em que eu descia a Rua São João até atravessar a estrada de ferro e um caminho no meio de matagal, brejo e uma pinguela (com passagem para apenas uma pessoa) sobre o Rio Preto (hoje Av Philadelpho), e subida de um morro, com a volta muitas vezes após as 23:00h e sem qualquer iluminação. Época em que os vereadores não recebiam salários.

A fase adulta chegou e recém formado em Engenharia, deixei essa bela e aconchegante cidade e fui ajudar a construir um novo Estado em uma região pouco habitada e de má fama relacionada com TRAFICANTES e outros bandidos: inicialmente Mato Grosso, que em seguida recebeu o DO SUL , levando OS VALORES DE MINHA CIDADE, que não foram bem aceitos no local. 


segunda-feira, 12 de outubro de 2020

ENGENHEIRO DENTRO DE EMPRESAS PÚBLICAS POR MAIS DE 20 ANOS TENTANDO SER ÍNTEGRO?








DÁ PARA IMAGINAR:  ENGENHEIRO DENTRO DE EMPRESAS PÚBLICAS POR MAIS DE 20 ANOS TENTANDO SER ÍNTEGRO? Empresas Públicas tipo Petrobrás (ECONOMIA MISTA).

PRIMEIRA EMPRESA: Por mais de 16 anos na CEMAT/ENERSUL, em Campo grande, onde fui admitido em conversa direta, sem qualquer influência, POLÍTICA OU DE CONHECIDOS. Só permaneci, tendo em vista meu superior máximo em Campo Grande, Eng Dúlcio José Ferreira, já no início, durante o período de experiência, ter notado que eu seria DIFERENTE DOS DEMAIS, mas me tolerou por muito tempo. Não tenho nada de concreto de que ele tenha tido envolvimento em corrupções, mas na boca dos peões diziam que havia entre Ele e Diretores de uma Empreiteira, inclusive fui obrigado a ouvir de um dos trabalhadores dessa Empreiteira: “Enquanto você fica se preocupando tanto com a ENERSUL, os diretores da Empresa e os da Empreiteira, estão tomando uísque".
ÚNICA PROPINA QUE ME LEMBRO DE TER RECEBIDO: Em uma das minhas saídas para fiscalização de obras na região do Pantanal, a minha chefia imediata (ENGENHEIRO Oswaldo Heleno Sales de Oliveira) pediu para eu perguntar para o engenheiro da Empreiteira onde ele tinha adquirido a barraca que usava no Pantanal, porque queria adquirir uma, por ter gostado muito daquela específica. Fiz o solicitado e dei-lhe a resposta. Nas proximidades do Natal a secretária dessa empreiteira ligou-me solicitando o meu endereço para ser enviado um cartão de natal pessoal. De imediato e sem reflexão passei o endereço. Logo ao desligar o telefone e tendo meditado um pouco comentei com a chefia imediata (ENGENHEIRO Oswaldo): “Pelo que entendi, parece que a Empreiteira está querendo dar-me uma barraca”. Tendo ele respondido: “Pega! Pega! Pedro!”. Nas proximidades do Natal a minha esposa me liga: “Deixaram um pacotão aqui dizendo que era para você! Ao dizer que deveria ser engano ele mostrou-me um papel com seu nome certo e endereço, e já colocou para dentro”. ERA UMA BARRACA PARA CINCO PESSOAS (que a chefia deveria ter recebido também). Como nunca fui adepto de acampar, o ELEFANTE BRANCO ficou tomando espaço grande, se deteriorando e atrapalhando muito. Se foi PROPINA realmente, não sei, porque nada influenciou no meu modo de ser.
ÚNICA VEZ QUE NÃO ACATEI ORDEM SUPERIOR: Um grupo de Engenheiros (encabeçados pela minha chefia imediata ENGENHEIRO Oswaldo) e os Diretores do Rádio Clube acertaram desse grupo executar serviços de instalações elétricas e de iluminação no Clube (mão de obra e material da Enersul ou do Clube de Empregados da Empresa), em troca de TÍTULOS DO CLUBE. Como não vi com bons olhos, eu não me interessei em fazer parte. Como era de costume ao sair de férias, ele entregou-me suas funções juntamente com seus trabalhos em andamento (SEM NENHUM ACRÉSCIMO FINANCEIRO). Ao tentar ordenar-me que assumisse aqueles serviços alheios à empresa eu disse: ”Com tantos engenheiros envolvidos (EU NÃO ESTAVA), não poderia ser entregue a algum deles? Minha solicitação foi acatada. Passado algum tempo aconteceu algum rebuliço parecido com esses da Petrobrás, com publicações em jornais, etc, mas não fiquei sabendo de ninguém que tenha sido penalizado de alguma forma.
Não suportando o SISTEMA DE EMPRESA PÚBLICA, vendo em toda troca de governador, uma avalanche de NEPOTISMO e com os desafetos sendo pisados, eu resolvi conversar com a Empresa para entrar em um PDV. Inicialmente foi afirmado que o Diretor havia dito que “OS BONS FUNCIONÁRIOS NÃO SERIAM DEMITIDOS”. Como fui insistindo o NÍVEL FOI BAIXANDO, passando por: “Você não conhece algum político para te colocar no PDV?” No que respondi: “Não precisei de político para entrar, vou precisar para sair?”   

SEGUNDA EMPRESA: Após 16 anos longe de Empresa Pública, e estando no Estado de São Paulo, achei que era um Estado tecnicamente mais evoluído, inclusive a ADMISSÃO SERIA POR CONCURSO PÚBLICO, resolvi encarar mais um desafio, classificado na primeira colocação.

MINHA RECEPÇÃO: 1. De imediato a chefia imediata, ENGENHEIRO Dionísio, ordenou-me a execução de trabalhos utilizando a ferramenta da informática AutoCAD (NÃO EXIGIDA NO EDITAL), sendo que eu nunca tinha entrado no programa. Aprendi AutoCAD de forma AutoDIDÁTICA.
2. Fui abordado nos corredores do prédio pelo Sr. Maurílio, que vim a saber que era o segundo escalão em Itatiba, sem formação em engenharia, que me colocou em seu carro particular e levou-me para circular diversas instalações esparramadas pela cidade de Itatiba, e no final ordenou: “É para fazer os projetos elétricos de todas as instalações visitadas em 15 dias, SEM PLANTAS, SEM MEDIDAS, SEM CONHECIMENTO DAS INSTALAÇÕES EXISTENTES E SEM CARRO".
3. Fui abordado pela chefia superior à imediata ENGENHEIRO Maurício Polezzi que entregou-me um pacotão de memoriais descritivos e plantas de um Empreendimento Imobiliário: “Para análise e aprovação". Tendo-lhe dito: “Vou necessitar de algum tempo para descobrir se existem NORMAS DA SABESP para serem obedecidas e também se estão sendo respeitadas as NORMAS DA ABNT, tendo o mesmo replicado: “Dê apenas uma passada de olhos e ASSINA COMO ENGENHEIRO para poder cumprir o cronograma que já está atrasado”.
Isso foi apenas a recepção, dá para imaginar o restante.

EM UM COISA A EMPRESA DO MATO GROSSO SE MOSTROU MUITO, MUITO, MUITO SUPERIOR À DE SÃO PAULO: Havia preocupação no RESPEITO ÀS NORMAS, talvez seja pelo fato do CREA de lá impor mais respeito.