quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

NÃO TENHO PODER DE FAZER O MUNDO A MEU GOSTO...

Mais um ano terminando, hora de fazer balanços... 2016, em atividades, foi igual a qualquer outro REPLETO EM CONTEÚDO E DIVERSIDADES DE DIREÇÕES, na área literária provavelmente irá se encerrar com a publicação da antologia: “PREMIO VIP DE LITERATURA EDIÇÃO DE 2016”.
Nestes 64 anos todos os meus anos foram preenchidos de forma rica em diversidades, sempre de forma lícita e moral.
        **Tendo passado de engraxate a operador da Bolsa de Valores (quando iniciei a Bolsa ficava a mais de 1000 km e as ordens enviadas por malote e demoravam até mais de uma semana para chegar ao pregão).
         **Tendo passado de coletor de recicláveis e camelô a Mestre em Engenharia e Professor Universitário.
         **Tendo a minha alma passada da toxidade dos números à pureza das dos poetas.
         **Entre os extremos citados infinitos degraus intermediários aconteceram.
         **Vivi como um homem totalmente livre e totalmente de bons costumes até os 40 anos (impeachment de Collor).

A MENTE NUNCA POLARIZADA NUMA SÓ DIREÇÃO, mas totalmente polarizada para cumprimento das leis e para seguir os MEUS CRITÉRIOS DE MORALIDADE, mesmo tendo que vencer poderosas forças de atração magnética de polaridades invertidas...





POEMA PUBLICADO NA ANTOLOGIA PREMIO VIP 2016


MEMÓRIAS DE UM FUNERAL
                                 (Pierre da Gama)

Não importa se foi da realeza
ou plebeu.
Agora imóvel,
dentro de um caixão,
não existem mais dores
nem dissabores.
As amarguras foram suprimidas
e as lutas encerradas.
Ao seu redor, choros pela perda
dos que outrora riram de suas quedas.
Em sua face fria,
o toque de mãos
acariciando...
as mesmas que um dia
o apunhalaram pelas costas.
Muitas flores recebidas,
substituindo
as pedras atiradas,
os espinhos oferecidos,
quando só ódios floresciam.
Todos os pecados lhe foram perdoados.
Em sua volta só elogios.
Bocas que o condenaram
exaltavam-lhe as qualidades.
Até mesmo consorte
e amante
choravam
lado a lado, oferecendo-lhe flores,
e afetos
que jamais lhe deram.
Na última caminhada,
mãos disputavam alças,
outrora escondidas,
quando prestes a cair,
eram solicitadas.
Ao final,
todos viraram-lhe as costas
e seguiram em frente,
com apenas uma certeza:
- nunca mais será lembrado!

QUAL SERÁ A RAZÃO PARA SE DAR TANTA ATENÇÃO A UMA CERIMÔNIA FÚNEBRE? QUANDO MUITAS VEZES NÃO FOI DADO A MÍNIMA ATENÇÃO QUANDO EM VIDA...









































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