segunda-feira, 31 de outubro de 2016

SANGUE DE POETAS



SANGUE DE POETA
                       (Pierre da Gama)

Nasci mui distante,
como cavalheiro andante,
às vezes errante,
outras pensante,
mas sempre elegante.
Com sangue de poetas gloriosos,
Camões, Bocage, Saramago...
c’a mões muitos poemas escrevi,
a boca genial trovas expelia,
sem ser amargo...
Caminhando sempre em linha reta,
de estrangeiro a profeta na hora certa,
sempre encontrando uma cruz na hora incerta,
por ter o amor como meta.
Com inspirações de poetas nativos,
Vinicius, Bandeira, Augusto dos Anjos...
vi inícios bem sucedidos,
bandeira de beleza empunhada,
sentindo-me augusto com anjos...
A capacidade de construtores de castelos,
no solo e nas nuvens,
resistentes às guerras e ao tempo;
a nobreza de Reis e Rainhas,
de uma Europa em esplendor;
a coragem de desbravadores audazes,
que em vulneráveis naus,
rasgavam agitados oceanos;
tudo se fundiu...
para gerar o meu DNA.
Todo o ouro,
bravamente conquistado,
a alquimia,
transformou em poesia,
para eu devolver em bom estado,
de onde saiu um dia...

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