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terça-feira, 25 de novembro de 2014

RIO PRETO NOS TRILHOS

Atendendo a sugestão do meu concunhado Geraldo que, ao ver o meu Poema sobre a Estrada de Ferro de Campos do Jordão, sugeriu que eu fizesse um também para a Estrada de Ferro da cidade onde mais tempo vivi.

RIO PRETO NOS TRILHOS
                                    (Pierre da Gama)

Rio preto nasceu como uma trilha de mineiro
Para  mostrar fé elegeu São José Padroeiro
Mas só conseguiu entrar nos trilhos
Com a chegada da EFA para o conforto de seus filhos.

Entrando nos trilhos da civilização
A cidade ficou em ebulição
Muito conforto o trem trazia
E na volta, muita produção conduzia.

A viagem de trem até a capital
Muitas vezes era vital
Por motivos simples ou inevitáveis
De passeios a negócios rentáveis.

Belos tempos, belos dias, de minha infância...
Quando a pé ou bicicleta com constância
Percorria o cruzamento da Vila Conceição
E no meio das árvores voava na imaginação.

Em torno dos trilhos muita aglomeração surgiu
A cidade em progresso explodiu
Se para o conforto há pagamentos
Seriam inevitáveis acidentes e sofrimentos...




terça-feira, 18 de novembro de 2014

PARA MIM, VOCÊ É UM JARDIM, SEM FIM


VOCÊ É ASSIM
          (Pierre da Gama)

Para mim
Você é assim
Um jardim
Sem fim

Para mim
Você é assim
Um manequim
De cetim

Para mim
Você é assim
De amendoim
Meu pudim

Para mim

Você é assim
De marfim
O meu querubim

Para mim

Você é assim
O confim
Tudo enfim...

terça-feira, 11 de novembro de 2014

SETEMBRO, DOCE SETEMBRO!




               SETEMBRO, DOCE SETEMBRO!
                                                    (Pierre da Gama)

Terceiro dia de um mês ensolarado de setembro
Aproximando-se do limiar do final dos anos mil
Mentiria muito se ousasse dizer que me lembro
Minha mãe abandonou as plantações às pressas, e pariu.

No transcorrer do setembro do ano seguinte
Dentro de um navio luso rumo ao poente
Subia e descia escadas de uma embarcação sem requinte
Irrequieto, irritava e deixava a minha mãe doente.

Todo setembro, logo que ia chegando
Trazia-me mais uma nova primavera
E minha mãe se entusiasmava quando...
Com luz nos olhos relatava as dores que tivera.

Setembro em meus dezoito anos afora
Em pleno reconhecimento do ocidente
Presenteado por meu pai para não perder a hora
No pulso ia marcando o tempo um Orient.

Setembro! Ah, meu doce setembro!
Conseguiu alegrar-me muito mais desta vez!
Mentiria muito se dissesse que não me lembro
Ao encontrar a alma gêmea... ela era do mesmo mês...

Setembro, mês de início da primavera no Brasil
Prestei-lhe a minha mais singela homenagem
Casei-me dia vinte e dois de um mês de abril
Tendo já Bodas de Cedro na bagagem.

Setembros chegaram e se foram, floridos como sempre
Trazendo e levando, amigos, amores e dinheiro
Sonhos e emoções que nenhum metal compre
De aprendiz de engraxate a mestre engenheiro.