quarta-feira, 3 de agosto de 2011

UM TRECHO DO LIVRO

 E concluiu que: a inquisição deve ter sido muito mais terrificante pelo fato de ter durado em torno de 700 anos, ter sido aplicada de forma oficial, ter tido a anuência de muitos governos da época e até, quiçá, ter sido aplaudida de pé por parte da platéia que era constituída pela população mundial. Começaram a desfilar por sua mente os assassinatos e matanças ocorridos até chegar ao século vinte e um, e deste ponto em diante com mais lentidão, tendo lembrado, completamente horrorizado ainda, do ataque de onze de setembro, dos conflitos da Faixa de Gaza e da guerra do Iraque e deixando-se envolver mais profundamente em suas lembranças foi recordando bem lentamente dos detalhes relativos às principais ocorrências, que chocaram por suas barbáries, divulgadas através de matérias publicadas pela imprensa nos anos dois mil:
ALEMANHA
“O fenômeno começou tipicamente americano, mas já se está repetindo com frequência assustadora em outros países. Um jovem ressentido invade o colégio, atira indiscriminadamente e se entrega à polícia ou acaba se suicidando. Na semana passada, o roteiro foi seguido à risca numa escola secundária de Erfurt, cidade de 200.000 habitantes na antiga Alemanha Oriental. Só que o alvo, dessa vez, era preferencialmente professores.” (Veja edição 1749 - 01/05/2002)
 MÉXICO
“Em Tijuana, México, o menininho, com seu uniforme escolar cuidadosamente passado e rodeado de amigos, levantou 10 pequenos dedos, cada um representando um corpo que ele diz ter visto do lado de fora de sua escola numa manhã recente. Mas ele ainda não tinha terminado. Ele baixou os 10 dedos e levantou outros dois. Doze corpos no Total. “Eles deceparam as línguas”, disse o menino, aparentemente fascinado com o que viu na cena da chacina em frente à Escola Primária Valentín Gómez Farías, três semanas atrás.”        (g1.globo.com - 25/10/2008)
FRANÇA 
Preso por agressão sexual, Baudry havia ido ao banheiro e, ao voltar à cela de 11 metros quadrados que dividia com dois presos, foi atacado por Cocaign. “Eu disse a ele: ‘vá lavar as mãos’. Ele o fez. Nesse momento, me olhou de rabo de olho, de um jeito ruim”, relatou o acusado, afirmando que ele se descontrolou e subiu na cama da vítima. “Tive um impulso sexual, uma elevação de adrenalina”, comentou. “Tirei a roupa dele. Os golpes iam e vinham, com os pés e os punhos”, acrescentou. Cocaign, com 35 anos na época, desferiu tesouradas nas costas, no pescoço e no tórax do colega. Para assegurar-se de que Baudry estava morto, ele o sufocou com um saco de lixo. Após o assassinato, Cocaign teve a ideia de comer o coração da vítima. “Agarrei uma lâmina de barbear e abri o peito dele. Enfiei minha mão e peguei o que achava ser o coração, mas na verdade era um pedaço do pulmão, que pus em um recipiente”, lembrou. Ele comeu uma parte crua do órgão e preparou o resto com cebolas em uma frigideira. “Fiz por curiosidade”, explicou.        (Correio Brasiliense – 24/06/2010)

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